Rugas, flacidez e perda de volume: entenda as diferenças para tratar do jeito certo.
Muitas pessoas chegam ao consultório com uma sensação comum: algo no rosto mudou, mas não sabem exatamente o que. Às vezes é a firmeza que não é mais a mesma, outras vezes é uma marca que apareceu ou um contorno que perdeu definição.
Na maioria das vezes, não estamos lidando com apenas um fator, mas com a combinação de três situações diferentes: rugas, flacidez e perda de volume.
Entender essas diferenças é fundamental para escolher o tratamento mais adequado. Cada uma tem uma causa específica e precisa de um plano que respeite a individualidade de cada pele.
Rugas: sinais que contam histórias
s rugas surgem com o tempo por conta da movimentação muscular repetida, da perda de colágeno e da exposição ao sol. Elas podem ser finas, mais superficiais, ou profundas, quando a pele já perdeu estrutura de sustentação.
As mais comuns aparecem na testa, ao redor dos olhos, entre as sobrancelhas e ao redor da boca.
Para tratá-las, utilizo abordagens que variam conforme o tipo de ruga. Entre as opções estão substâncias bioestimuladoras, tecnologias que induzem colágeno e procedimentos que suavizam os traços sem tirar a naturalidade da expressão.
Flacidez: quando a pele perde firmeza
A flacidez é o resultado da diminuição na produção de colágeno e elastina. A pele começa a ceder, perde sustentação e o contorno facial vai ficando menos definido, principalmente na região da mandíbula e pescoço.
Essa perda de firmeza pode ser tratada com tecnologias como o ultrassom microfocado, a radiofrequência com microagulhas e os bioestimuladores, que incentivam a pele a se fortalecer novamente por meio de estímulos profundos e controlados.
Perda de volume: o que acontece por dentro
Com o passar dos anos, é natural que o rosto perca volume em regiões como malar, têmporas, mandíbula e até ao redor dos olhos. Isso ocorre pela reabsorção da gordura, pela redistribuição dos compartimentos faciais e por mudanças ósseas.
Esse tipo de alteração afeta o equilíbrio do rosto e muitas vezes transmite um ar de cansaço ou tristeza, mesmo que a pessoa esteja bem.
Em casos assim, os preenchedores podem ajudar a devolver proporção e harmonia, respeitando a anatomia e a identidade de cada paciente. O objetivo não é transformar, mas devolver equilíbrio.
Tratamento certo, resultado verdadeiro
ada pele carrega uma história única. Por isso, o primeiro passo sempre será uma avaliação cuidadosa, para entender o que está por trás daquilo que incomoda.
Nem toda ruga precisa ser suavizada, nem toda flacidez exige intervenção. Mas quando o cuidado é feito de forma responsável, os resultados aparecem de maneira natural, progressiva e segura.
A beleza real não está em apagar o tempo, mas em fazer as pazes com ele.
Dra. Thalita Rezende
Dermatologista






